sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Black Merda - Black Merda - 1967






Black Merda (pronúncia para Black Murder) é geralmente ligada a explosão do rock negro pós Jimi Hendrix no final dos anos 60 e começo dos anos 70, por ser a primeira banda totalmente negra dos anos 60! BM tinha, assim como Mr Hendrix e o álbum que mais influenciou a banda "Are You Experienced", uma fórmula musical mais complexa que a maioria. Nascida às margens do Mississipe originalmente como um trio (reconhece asemlhaça com Mestre Hendrix?), seu álbum de debute, agora com 4 integrantes, mistura rock, blues, soul, funk embrionário com letras de consciência política dura e descompromissa o que fez com que tornasse o som algo inovador para a época. A guitarra dos irmãos Anthony e Charles Hawkings é forte e ôrganica o que fica bem evidente nas jams "Over and Over" e "Windsong" ou ensaiando um Hard R&B  com essência de rock como nas faixas "Cynthy Ruth" e "Prophet". O baixista Vessee L.Veasy, que também contribui com vocal, e baterista/percussionisa Tyrone Hite nos proporcionam grooves suaves ao longo do álbum indo do Soul de "rua" como em "Reality" a meditaçlão acústica de "Think of Me". Tão bom quanto as músicas, o que realmente diferencia esta banda é o fato de usarem acordes "menores" em todas as faixas, o que dá ao álbum uma vibe dark e letras que contam a dura realidade dos guetos de Detroit. Pobreza, racismo, desigaldades politica e social e o contínuo pesadelo do Vietnam são temas abordados com frequência ao longo do álbum. Faixas como "Ashamed" (envergonhado!) e "That's the Way It Goes" descrevem as dificuldades da juventude americana da épocae e seus dilemas e relação ao "sistema" americano. A fábula "I Don't Want to Die" fecha o álbum como a tampa pesada de um caixão. Black Merda precede a conscientização política e social que veio atravéz do álbum "There's a Riot Gon' On" do The Sly and the Family Stone, lançado um ao depois deste. E se este do BM não é tão bom quanto o Riot o do Sly, é bom o suficiente para que o grupo mereça estar entre uma das princpais bandas de black music dos anos 70!
POWER TO THE PEOPLE!

LLRR, Soul, Blues...

   
   
   

terça-feira, 22 de setembro de 2009

CACTUS - 1970



 Aproveitando a última postagem sobre o BBA vou falar dessa banda que é de alta qualidade mas bastante desconhecida. O Cactus nasceu em 1969. Llogo após o fim do Vanilla Fudge o Baixista Tim Bogert e o Batera Carmine Appice se juntaram a Jim McCarth que tocou com o lendário baterista Buddy Miles e o Vocalista Rusty Day do Amboy Dukes, esse é o álbum de estréia e garanto que pra quem curte rockão setentista é ouro.
 Logo na abertura vem a porrada com Parchman Farm que me lembra Ten Years After só que mais pesado, My Lady From South of Detroit é uma balada com um ar meio bucólico, Bro. Bill com um groove bluseiro e gaita acompanhando é demais, You Can´t Judge A Book By The Cover de Willie Dixon ganha uma versão muito pesada, Let Me Swin é um Hard Rock primoroso, No Need To Worry é um blusão arrastado (bom pro fim de noite + copo de Whysky), Oleo tem levada bluseira e tem até solo de baixo  sendo mais uma ótima faixa, Feel So Good fecha o disco é a que eu mais gosto, tem uma levada forte e um longo e animal solo de bateria (Carmine Apicce não deixa nada desejar, nada mesmo).
A Banda é Genial, outro pra ouvir no 10...Até a próxima!!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

BECK, BOGERT & APPICE - 1972



 Jeff Beck é considerado uns dos maiores guitarristas dos anos 70 - concordo com isso, acho ele extremamente versátil, com uma técnica apurada e um "vocabulário" vasto...- No final dos anos 60 e início dos 70 os Power Trios estavam no auge (Cream, Jimi Hendrix Experience, Trapeze e outros) e nessa onda nasceu o BBA (Beck, Bogert & Appice), bom, o nome do grupo não é muito criativo, porém as músicas são maravilhosas, cheias de virtuosismo e energia. Infelizmente a banda só rendeu esse disco em estúdio e outro ao vivo. Tim Bogert e Carmine Appice eram do primeiro escalão de músicos da época (os 02 tocaram no Vanilla Fudge e Cactus),  a química musical funcionou, já nos bastidores seguem histórias de desentendimentos. Todas as músicas são de primeira, LADY e LOSE MYSELF WITH YOU são as minhas preferidas (os vocais destas lembram o Cream e o Trapeze respectivamente), SUPERSTITION é um cover de Stevie Wonder com um baita groove pesado, tem três baladas muito feras OH, LOVE TO YOU, SWEET SWEET SURRENDER e I´M SO PROUD, em BLACK CAT WOMAN (que abre o disco) a Slide Guitar de JB lembra de onde veio o Rock n´Roll, WHY SHOULD I CARE ABOUT YOU NOW é um rock acelerado e bem alegre com um solo de guitarras de cair o queixo, LIVIN' ALONE é um boogie e mostra mais uma vez a versatilidade e qualidade desses 03 monstros...Pra quem curte som 60/70 é um prato cheio....até a próxima!!!

Angelica - 1997


  
Começa assim: "Vou de Taxi, Cê Sabe, Tava Morrendo de Saudade...". Piadas sem graça a parte, este álbum, ao contrário do que vocês esão pensando, é uma obra-prima do Steve Vai. Com convidados de calibre como guitarristas Eric Johnson e Dweezil Zappa (filho de FZ!),  baixista Nathan East, pianista David Foster, coro de The Choir Boys of Harlem e maravilhosas sopranos Julia Bonilla, Anita DeSimone, Sewel Griffith e Rebecca Semrau. Com este line-up da pra imaginar o que se espera deste álbum único já que Vai  é um dos maiores guitar heroes de todos os tempos. Ele começou a aprender realmente a tocar guitarra aos 12 anos com um professorzinho fraquinho chamado Joe Satriani, conhece? Depois de um tempo, ficou fascinado pela música de Zappa e ligou pra ele algumas vezes, mas sem sucesso. Quando finalmente ele conseguiu falar, FZ perguntou o que ele queria, pois já estava ligando demais, Vai disse que não existia no mundo alguém capaz de transcrever suas músicas em partituras com tanta perfeição e fidelidade como ele. Zappa ficou intrigado e apesar de achar o "moleque" nada humilde, decidiu dar uma chance a ele. Dai por diante a natureza fez seu trabalho direitinho e SV começou a transcrever alguns solos impossíveis de FZ e os mandou para ele por correio. Lógio que Zappa pirou (imaginem!)!! Pra quem não sabe, Vai foi "lançado" por Fank Zappa e na informação da banda nos discos Zappa dizia "Nas guitarras impossíveis, Steve Vai". Em shows aos vivo, Vai competia com a platéia que levava partituras bizarras nos show de FZ para que Vai  tocasse na primeira leitura. Zappa adorava o timbre de SV e SV idolatrava Zappa! Só por isso, já faz com que eu adore ele(s), além do cara ser muito completo como guiarrista! Ele merece  a fama que tem! Só por curiosidade para quem lê nossas intermináveis resenhas (leia Uli Jon Roth para entender!), SV é hoje responsável por reintroduzir a guitarra de 7 cordas no rock. Esta "moda" começou nas décadas de 30/40 por uma jazzista chamado George Van Epps.
Bom, de volta ao álbum em questão (e da minha viagem musical!), é uma intrigante mistura de rock com ópera. Essencialmente é um álbum de ópera com espirito de rock: grandes vocais, grandes acordes, grande dinâmica e pura intensidade! O escritor e compositor Clif Magness refez arranjos para  Carmen de Verdi, Flauta Mágica de Mozart, Madame Butterfly e Gianni Chicci de Puccini e Jesu, Joy of Man's Desiring de Bach além de várias seleções de Schubert, Charles Gounod e Césa Franck. Todas as faixas com novos arranjos, mas com o "feeling" original. Não consigo estabelecer uma linha entre o clássico e progressivo neste álbum, mas é muito bem feito e tem uma sonoridade pra qualquer hora! Confiram este álbum que é muito difícil de encontrar em lojas!
LLRR

  

RAINBOW - Down To Earth - 1979




 Ritchie Blackmore saiu do Deep Purple e em seguida formou o Rainbow em 1975, chamou para acompanhá-lo a banda ELF (óbviamente descartando o guitarrista), o vocalista era Ronnie James Dio e com ele a frente da banda gravaram 03 álbuns em estúdio e 01 ao vivo (todos excelentes). Em 1979 com um novo frontman, (o desconhecido Graham Bonnet que foi convocado pra substituir Dio) e novamente com várias mudanças na formação, gravaram então Down To Earth. Particularmente gosto muito desse álbum, ele é bem mais comercial e direto do que os lançados com o Dio cantando, porém considero-o brilhante..
 O disco abre com ALL NIGHT LONG em que Graham me faz lembrar Paul Stanley cantando em alguns momentos, EYES OF THE WORLD é um embrião do Heavy Melódico, NO TIME TO LOOSE é rock n´roll simples e estimulante (daqueles que dá vontade de dirigir mais rápido), MAKIN' LOVE tem uma levada genial e um solo (com 02 guitarras dobradas) característico do mestre, SINCE YOU BEEN GONE é bem ao estilo do KISS com Riff e refrão que "grudam no cérebro", ainda tem LOVE IS NO FRIEND com seu Riff atordoante, DANGER ZONE bem melódica tbem (imagino como isso influenciou o Malmsteen ou os caras do Helloween), a última faixa é LOST IN THE HOLLYWOOD que fecha com chave de ouro esse excelente trabalho. Esse eu recomendo Ouvir Bem Alto...Até a Próxima!!!

Formação: Ritchie Blackmore (Guitarra), Roger Glover (Baixo), Don Airey (Teclados), Cozy Powel (Bateria), Graham Bonnet (Vocais).