quinta-feira, 15 de outubro de 2009

NICO - Chelsea Girl - 1967



A modelo/cantora alemã Nico ganhou notoriedade no disco "da banana" do Velvet Underground & Nico, depois partiu para carreira solo e Chelsea Girl foi o primero álbum dela a ser lançado, há muito do Velvet nele pois tem os dedinhos de Lou Reed e John Cale em várias músicas, que soam distantes, carregadas, quase góticas, a maneira que Nico cantava era bastante obscura, e em alguns momentos torna-se deprimente...A Canção These Days (uma obra de arte) ao que parece entrou na trilha sonora de um programa da rede globo, ouvi-a num domingo a noite e adorei saber que há espaço na TV pra uma música tão Underground...Pra viajar bastante....até!!!



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Focus - Hocus Pocus - The Best of Focus - 1973



E o vento muda de direção Carneiro! Um progressivo de pirar!
Banda holandesa fundada em 1969 pelo organista (e que organista!) Thisjs van Leer, pelo baixista Martin Dresden e pelo baterista Hans Cleuder. Conta ainda com Jan Akkerman na guitarra. Este álbum obedece todas as regras de um bom progressivo (ou progressivo de verdade se quiser!). A faixa-título é totalmente "entortante". Tem um riff de guitarra muito bom e vocal falsete  nos intervalos! Totalmente peculiar e nunca tinha ouvido, e desde que conheci nunca ouvi, nada igual.
Seguida por Anonymus, uma música agressiva e rápida com uma flauta poderosa, começa com um som bem medieval, assim como House of the King (3a) e a flauta entra destruindo. Parece Jethro Tull pela sonoridade dos instrumentos. O piano é matador, baixo forte e batera espetacular. Mas é apenas um aquecimento pra próxima música...
A terceira faixa e minha favorita, House of the King, é perfeita e pra quem tiver distraído parece mesmo Jethro Tull. O baixo desta faixa chama atenção pela perfeição e força. Se a flauta faz com que a música seja inesquecível, o baixo carrega todo o peso da música nas costas. Uma obra-de-arte!
O álbum também tem o primeiro grande hit da banda, Sylvia, que é um flamenco-classico, marca registrada do Focus. Melancólica, mas forte o suficiente pra não se tornar monótona.
Enfim, um começo perfeito pra quem quer conhecer esta banda! Dá até pra ouvir com a namorada, esposa e até noiva...:)!
Bem, tem mais pérolas nesta grande obra desta banda excelente! Todas fortes e lindas, com flauta, piano, guitarra e batera de cair o queixo! Confira e não se arrependerá!
LLRR

Eric Clapton, Jeff Beck & Jimmy Page - Guitar Boogie - 1971



Seguindo a onda blues deste nosso blog...
Imaginem este trio em 1971! Agora imaginem o som que sairia se juntasse os três! Blues de chorar, riffs viajantes e guitarras que falam...só ouvindo pra entender!
Junto com os The Allstars que completam a banda as músicas são divididas entre Clapton/ Page e Beck/The Allstars com duas do The Allstars com Page. Curiosamente Beck não  toca com Clapton e Clapton nao toca com os The Allstars! Pra quem é fã de blues de raiz, este é um prato cheio!
LLRR

domingo, 11 de outubro de 2009

FLEETWOOD MAC - 1968



Peter Green substituiu Eric Clapton na banda de John Mayall e após sua saída formou o Fleetwood Mac, Essse é o primeiro álbum deles e é exclusivamente de Blues. Cheguei até esse disco após vários comentários do Pedrão sobre o Fleetwood do cachorrinho na capa que ele e o Xexéu compraram quase de graça na FreeShop e depois acabou perdendo, acabei comprando o cd e dei de presente de aniversário pra ele eu acho, foi a primeira vez que o ouvi e adorei, o Blues feito por brancos soa diferente de B.B. King ou Muddy Waters pro exemplo, soa menos vigoroso eu acho, mas nem por isso deixa de ter o seu valor, a banda é excelente e cheia de veneno, com harmonicas e slide guitars que merecem respeito...Xexéu se quiser completar o post fique a vontade (sempre)... Valeu!!!


sábado, 10 de outubro de 2009

ERIC CLAPTON - 'Live' In The Seventies - 1983



Estou lendo a autobiografia de Eric Clapton e cada vez mais consigo entender o porque demorei tanto pra gostar dele. Clapton tocou nos Yardbirds, com John Mayall, Cream, Blind Faith, Derek And Dominos até finalmente assumir a carreira solo que teve alguns pontos altos e muitos baixos, na verdade Clapton assume em seu livro que era alcoólatra e claro usava drogas, mas o alcoolismo principalmente fez com que ele perdesse totalmente o foco, não parava com banda nenhuma, se tornou muito excêntrico e uma pessoa dificil de lidar,obviamente isso refletiu nos seus disco. Por mais que eu considere Clapton um grande guitarrista, com categoria ímpar pra tocar blues principalmente, muitos de seus discos são descartáveis pra mim, não consigo gostar de vários trabalhos dele e nem ele mesmo gosta na verdade como assumiu em seu livro. Esse ao vivo que posto aqui me lembra minha adolescência, quando eu rondava os ensaios da Testemunha Ocular (única banda de Rock que já existiu aqui na minha terra) e me apresentaram Tulsa Time, A versão Reggae de Knockin' on a Heavens Door e a que eu mais gostava Blues Power onde Clapton faz a guitarra "falar" mostrando toda sua genialidade...O álbum é de 1983 mas as canções foram gravadas nos anos 70, Há também a participação do Bluesman Freddie King em Rambling on my Mind...Desse eu gosto muito e recomendo...Vlw Galera, See Soon.