segunda-feira, 12 de julho de 2010
RAINBOW - RISING - 1976
Por duas vezes estive no Blackmore´s em SP, um lugar fantástico, prato cheio pra um Rocker como eu, com aquela pintura de Ritchie Blackmore enorme na parede, boa bebida e principalmente um ótimo som ao vivo...Quem me apresentou o lugar foram meus amigos Xexéu e o Saudoso Déo. O Déo foi uma das maiores "autoridades" que conheci quando se tratava de Rock N´Roll. Nessa "Special Night" enquanto falávamos sobre os grandes Álbuns da história ele chamou a atenção a um que eu acabara de conhecer, o RISING do Rainbow, Déo disse que pra ele esse álbum estava entre os 10 melhores álbuns da história do Rock e a partir daí eu prestei ainda mais atenção naquilo que eu já curtia e adorava...Muito tempo passou e hoje estou aqui postando essa Jóia, falar o que?? Que é o segundo álbum do Rainbow, a formação é um time de Estrelas, tem o Cozy Powell na batera, o Don Airey nos teclados, Jimmy Bain no baixo, ninguém menos que a lenda Ronnie James Dio nos vocais e claro o Genial Ritchie Blackmore comandando tudo (e com maestria por sinal). Pra mim o Rainbow, como eu já disse em outra postagem é o pai do Heavy Melódico, nesse álbum tem fortes traços do estilo que mais tarde seria tão difundido e admirado na Europa e no Mundo, mas não deixa de ser Rock N Roll setentista apesar de não lembrar em nada o Deep Purple, taí mais uma grande prova da versatilidade de Blackmore... Ouçam Running With the Wolf, Sturstruck e Do you Close your Eyes, é como tomar aquele Blue Label, dá vontade de repetir, de não parar...Assim como o Led Zeppelin fez Kashmir o Rainbow fez Stargazer, um épico grandioso, com direito a orquestra e vários minutos de delírio puro, um grande solo de guitarra, a Introdução de bateria é matadora, sem falar nos vocais...só ouvindo mesmo, com certeza concordo com o Déo, Rainbow Rising é um dos maiores clássicos da história do Rock e isso não é qualquer coisa!!
Long Live Rock N' Roll (esse tambêm é o título do álbum seguinte do Rainbow)
Até a Próxima My Friends!!!
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sábado, 26 de junho de 2010
TRAPEZE - 1969
Trapeze é um grupo Inglês formado em 1969, foi a banda que lançou o Fantástico Vocalista e Baixista Glenn Hughes que postumamente faria história no Deep Purple. A Voz de Glenn está entre as melhores da história do rock e nesse álbum particularmente está arrepiante. O som é um Hard Rock agressivo mas tem várias outras influências facilmente identificáveis, com algumas baladas lindíssimas, ouçam Nancy Gray e chorem hehehe...O segundo álbum deles chamado MEDUSA é ainda melhor e espero postar aqui em breve...Abraço pros amigos, até breve!!!
terça-feira, 1 de junho de 2010
JEFF BECK - TRUTH - 1968
Jeff Beck, ele por aqui de novo...quanto mais ouço esse cara mais me convenço que ele ocupa o mesmo patamar que Hendrix, Page, Clapton e Blackmore, na verdade não tenho mais dúvidas disso...demorei pra conhecer o trabalho de Jeff Beck, comprei uma coletânea há muito tempo e a ouvi muito, é mais da fase instrumental, que faço uma ressalva de que ele, antes de qualquer outro guitarrista de rock que eu conheço, fez discos totalmente instrumentais com grande sucesso comercial e notoriedade...Voltando às raízes, Beck saiu dos Yardbirds e resolveu por as idéias e experimentações à prova, chamou um time de primeira e gravou esse álbum que é uma verdadeira obra prima (quem gostar desse ouça o segundo tambem chamado Beck-Ola). Nos vocais Rod Stewart arrebenta, destrói como dizem aqui na minha terra, pro baixo foi escalado ninguem menos que Ron Wood, Mick Waller na bateria, Nick Hopkins no Piano, Jon Paul Jones (ele mesmo) tocando Órgão Hammond em "Ol Man River", e em Beck´s Bolero tem Jimmy Page na guitarra de 12 cordas e Keith Moon na bateria, eita, é pracabá... Bom, vai umas sugestões pessoais, minhas preferidas são "Morning Dew" e "I Ain´t Superstitious" na segunda Beck faz o que eu chamo de "fazer a guitarra falar" com um Wah fantástico, como em "Blues Deluxe" tambem, quando Beck entra com o solo de guitarra é como se ele falasse através das notas...Maravilha, espero que gostem..até a próxima!!!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
ELF-TRYING TO BURN SUN - 1975
Em 15/05/2009 tipo o privilégio de ver Ronnie James Dio com o Heaven and Hell no Credicard Hall em SP. Um mestre, baita profissional, com uma voz inconfundível e um estilo dos mais imitados até hoje...Ronnie James Dio sempre será lembrado como uma das principais figuras que contribuiram pro surgimento e evolução do Heavy Metal, esse álbum que posto aqui é da primeira banda em que ele aparece pro mundo, o ELF, onde o Heavy Metal ainda estava em estágio embrionário e pra quem só conhece o Dio cantando Metal vai gostar de ouvir como ele era versátil cantando outros estilos do Rock N' Roll , depois Ritchie Blackmore puxou o Dio pro Rainbow a história continuou com o Black Sabbath, carreira solo, etc...Tudo o que eu ouvi com o Dio cantando até hoje eu gostei, claro que ele tem uns albuns bem melhores que outros, mas a voz dele sempre trouxe uma marca de qualidade muito forte em todos os seus trabalhos. Long Live Rock N' Roll...Rest In Peace Dio.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
DREAM THEATER - Live At The Marquee - 1993
Galera...é isso aí, após um longo período inertes estamos de volta ...E pra comemorar a passagem por aqui de uma das maiores bandas da atualidade, o Dream Theater, que no mês que vem estará em Curitiba (eu já to com o ingresso na mão), vou postar esse EP (Edition Play) ao vivo que é demais...Foi gravado na turnê do Image And Words e ao vivo as músicas ficaram bem melhores do que em estúdio. Metropolis e Another Hand - The Killing Hand são as melhores, o vocalista não foge de nenhuma nota alta, é foda...A instrumental Bombay Vindaloo impressiona com uma dinâmica surreal e escalas orientais hipnotizantes, e tem ainda Fortune Lies, a balada Surrounded e Pull Me Under todas soberbas e rigorosamente bem tocadas...Dia 18 de março, em Curitiba, no Master Hall, quem puder corra que dá tempo!!!
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
STEPPENWOLF - 1968
No início da Camorra, quando a gnt ainda arquitetava o que íamos tocar e escolhíamos as músicas pro repertório lembro do Xexéu colocar um disco em vinil e me perguntar se eu conhecia aquela música, eu respondi que sim e logo fizemos nossa versão de um dos maiores hinos do rock "Born to be Wild", era infalível nos shows, a pessoa podia não conhecer o Steppenwolf, mas já tinha ouvido a música.
Esse é o primeiro trabalho do Steppenwolf e tem muita coisa boa alêm de BTBW, é só ouvir o swing pesado de "Sookie Sookie", ou a levada carregada de feeling de "Desperation" pra entender...Até a próxima e divirtam-se!!!
Formação: John Kay (Guitarra e Voz), Goldie McJohn (Teclados), Michael Monarch (Guitarra), Jerry Edmonton (Bateria), Nick Saint Nicholas (Baixo).
sábado, 14 de novembro de 2009
Tommy Flanagan - Giant Steps - 1982
Uma vez tava na Fnac em SP na seção de CDs procurando não sei o que e não conseguia me concentrar naqueles milhões de álbuns porque meus ouvidos só ouviam um cara endoidando no piano num show que tava passando em uma das tvs com um puta som! Aquele piano que não parava 1 minuto sequer, ou quando parava era pra entrar o baixo ou a batera destruindo, tinha um senhor sentado nele, magrinho, com cara de "vovô legal" e eu simplesmente passei os próximos 45 minutos em pé em frente daquela tv assistindo aquele trio, totalmente hipnotizado pelo jazz roots que eles estavam fazendo. Comprei este CD de TF que não só era tocado por este maravilhoso pianista de jazz, George Mraz no baixo acústico e Al Foster na bateria, mas era também dedicado a memória de John Coltrane pois este tinha lançado, em 1960, um álbum com o mesmo nome e tinha no piano Tommy Flanagan e Coltrane é sempre altamente recomendável para amantes do jazz de raiz.
Executado rigorosamente , todas as faixas são de composição de J. Coltrane em sua melhor fase!
O swing das músicas é inacreditável. As faixas mais calmas parecem uma transa gostosa, e as mais rápidas uma corrida de dragsters! È ducaralho, sem por nem tirar!
Passou boa parte de sua carreira tocando pra ninguém menos que Ella Fitzgerald o que fez com que retardasse (imaginem só!) seu sucesso pois era apenas uma sombra da linda voz de Ella que "Quando cantava, ninguém olhava nem percebia nenhum outro músico no palco", segundo o próprio TF. Veio a surgir definitivamente na cena jazz após 1978, quando deixou E.Fitzgerald para ser lider de sua própria banda. Seu sucesso foi imediato e se estabeleceu com um grande e inesquecível músico moderno de jazz, altamente criativo em suas composições e muito disciplinado nas execuções.
Morreu em 1991 em NY deixando um legado de 18 álbuns como líder e compositor e mais uns 45 álbuns como pianista solo.
Esse merece um Black sem gelo e meio luz, acompanhado ou sozinho! Excelente!
Com sérios problemas cardiacos, falecem em 1971
Manda ver Fernandinho!
LLRR e Jazz
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
STEVE HOWE - Natural Timbre - 2001
É pessoal, já deu pra perceber o quanto os colaboradores deste blog gostam do YES e dos músicos que fizeram parte da banda! Steve Howe é uma das minhas grandes influências e eu costumo ouvir tudo o que posso dele...Natural Timbre é um disco acústico, mas não esperem encontrar algo parecido com Mood For a Day ou The Clap onde ele toca em um único violão, nesse trabalho maravilhoso ele cria várias "camadas" de cordas (feitas por Overdubs) na maioria da canções, numa atmosfera de contemplação e serenidade, só pra se ter idéia ele toca banjo, baixo, dobro, violão de 06 e 12 cordas, bandolim, harpa, percurssão, guitarra havaiana (versatilidade faz parte do seu talento). Ainda fazem parte da banda Andrew Jackman no piano, Anna Palm no violino e seu filho Dylan Howe na bateria.
Não vou comentar as faixas, só posso dizer que é um álbum que toca o coração e a alma pela intensidade e delicadeza das músicas.
Esse trabalho mostra onde a música instrumental, feita especialmente com cordas pode chegar, ampliando as fronteiras do que eu já tinha ouvido e imaginado, me inspirou muito, espero que inspire aos interessados tbem, grande abraço!!!
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Bill Bruford - The Bruford Tapes - 1979
Pra quem não conhece este ser, foi um dos dois principais bateristas do Yes (Yes 68, Time and a Word 70, The Yes Album 71, Fragile 72, Close to the Edge 72, Yessongs 73(ao vivo) e Union em 1991) sendo substituido a altura por Alan White. Saiu precocemente do Yes em 1972, infelizmente. Já deixou sua marca no Gênesis em 1976 gravando dois álbuns ao vivo, depois, entre 1972 a 1997 foi baterista do King Crimson, já postado aqui no M2112!
Este exxxxxxcelente álbum gravado ao vivo numa rádio em NY, trás músicas compostas por Bruford de dois álbuns anteriores. A presença do teclado é marcante, assim como em qualquer álbum progressivo, a guitarra também é muito boa mas é quase secundária em função do baixo destruidor e a batera que "fala" o tempo todo! Pataquepareu!
O line-up é: a lenda do Canterbury Dave Stuart nos teclados, Jeff Berlin no baixo com uma pegada a la Chris Squire e o desconhecido John Clark na guitarra, que era o guitarra substituto de Alan Holdsworth.
A batera é indiscutível e se ele já era bom no Yes, imaginem numa banda que ele faz o que quer! O dominio do bumbo já é conhecido mas preste atenção nas notas na caixa! Nível avançadíssimo de independência! Atualmente sua especialidade tem sido somente o jazz e deixou o progressivo de lado!
Lembre-se que esta é uma gravação de rádio, portanto não é perfeita, mas perfeitamente audível, inclusive as partes graves que são fundamentais juntando baixo e bumbo!
Técnica e energia pura!
Breja e som alto com uma entortadinha no grave! Malas pra viagem e PLAY!
Boa viagem!
P.S.: Boi, se você nos visitar, não deixe de baixar este! "Audio" aula com ênfase a precisão do fela!
LLRR
domingo, 8 de novembro de 2009
Brian May with Cozy Powell - 1993
Eterno Queen, Brian May é um eximio guitarrista que com sua guitarra chamada "Red Special" que foi feita por ele e por seu pai quando ele tinha apenas 16 anos, retomou sua carreira após a morte de Fred Mercury no final de 91 como uma forma de atenuar seu sofrimento. O interessante é que a guitarra foi feita de madeira de uma lareira do Sec. XVIII e dizem que por isso tem um som tão peculiar onde em algumas introduções e riffs que parecem ser de sintetizador, é na realidade a guitarra de May.
Algumas curiosidades sobre o mestre: ele se tornou um PhD em Astrofísica em 2007, recebeu o título de Comandante da Ordem do Império Britânico por sua colaboração a música universal, está em 39o no ranking da conceituada revista Rolling Stone entre os 100 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos, além do solo de "Bohemian Rapsody" estar entre os 100 Melhores Solos de Todos os Tempos pela mesma revista. Ufa!! Além disso, para nossa satisfação e grande moral, Brian May colaborou no solo da música "El Vampiro Bajo El Sol" do disco Severino (1994) dos Paralamas, além de ter ninguém menos que Clapton, Hendrix e Jeff Beck com suas influências principais, segundo ele mesmo diz. Precisa de mais? Nem precisa dizer que Brian May tem seu nome gravado na história contemporânea da música. Hoje é admirado pelos maiores nomes da guitarra pela disciplina e técnica, além de ter uma puta presença de palco!
O finado Cozy Powell é um nome importante que talvez você não ligue o nome a pessoa, mas vou dar umas informações relevantes sobre o poder do rapazinho: o apelido Cozy (nome verdadeiro: Colin Flooks) deriva do baterista de jazz Cozy Cole, pois aos 15 anos, em sua banda de escola, Powell já fazia solos na bateria de deixar a galera louca! Tocou com Jeff Beck em 1970. Gravou obras-de-arte com Ritchie Blackmore no Rainbow: Rising, Long Live Rock n' Roll, On Stage, Live in Germany e Down to Earth...só! Depois de 1979 saiu do Rainbow por achar que eles estavam fazendo um som muito comercial, mas gravou o Finyl Vinyl em 1986 pra matar a saudade! Em 1980, depois da morte de John Bohnam do Led, seu nome era o mais cogitado para substitui-lo mas Page e Plant resolveram acabar com a banda definitivamente antes que qualquer coisa fosse gravada.
Gravou o Headless Cross do Sabbath (1989), que não é dos meus favoritos, mas tem uma batera potente, assim como Tyr (1990), Forbidden (1995) e The Sabbath Stones de 1996. Fez também o excelente progressivo de 1986 "Emerson, Lake & Powell"! O cara é bruto e certeiro!!
Gravou um total de 66 álbuns com músicos de primeira linha e muitos outros desconhecidos.
Infelizmente, morreu de acidente de carro em 1998, deixando um legado de influências para muitos bateras altamente conceituados. Nunca dirijam o carro bêbado, falando no celular com a namorada e com uma puta nevasca caindo!
Acha que é pouca informação pra decidir se vale a pena baixar? O som é uma paulada com vocal que algumas vezes parece com o de Fred Mercury, com músicas pesadas e riffs marcantes, mas também musicas mais calmas e mais melódicas.
Vai ai Carneiro!
LLRR
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sábado, 7 de novembro de 2009
Baseado em Blues - Madrugada Blues - 1997
Na tentativa de atender ao pedido de nosso querido Leopoldo, posto aqui uma banda brasileira de blues power com muita pegada! O disco todo é excelente portanto não falarei de cada faixa. A introdução e riff de teclado logo no começo da primeira faixa já diz tudo sobre o resto do álbum!
Conta com André Casquilhos nos vocais, Jefferson Gonçalves na harmônica, Sérgio Rocha na guitarra, Pedro Augusto nos teclados, Fabio Mesquita no baixo e Marco BZ na batera.
Pra quem gosta de speed blues (aquele mais rápido!) e rock com melodias e harmonias maravilhosas além de riffs poderosos e bateria e baixo destruidores! Cada vez mais me convenço que o som brasileiro é pouco explorado, mesmo existindo tanta coisa de primeira, comparado aos melhores do mesmo estilo. Prometo que farei minha parte pra disseminar esta semente. Não deixamos absolutamente nada a desejar pra ninguém de fora!!
Espero que curta Leopoldo! Cê pediu Blues, eu mando o Baseado! Catch a fire!
LLRR e Blues!
The Mahavishnu Orchestra with John McLaughlin - The Inner Mounting Flame - 1971
Banda excelente que no inicio de 70 diziam que fazia uma infusão de jazz, rock e folk. Entretanto, em minha opinião não era bem uma infusão de estilos, mas sim uma alternância de estilos.
Neste álbum é notória a coleção eclética de conteúdo musical e técnicas de performance. O interessante é não saber o que esperar: pode ser algo parecido com Miles Davis ou simplesmente uma balada Irlandesa!!
É realmente uma das primeiras banda Fusion propriamente dita. Especialistas consideravam Mahavishnu uma banda de rock, mas o alto nível de sofisticação nas improvisações elevou seu rótulo para fusion (algo entre rock e jazz). O fundador e líder da banda John McLaughlin, além de guitarrista extraterrestre, que havia recentemente tocado com nada menos que Miles Davis e Tony Williams no marcante álbum Lifetime tinha ainda em seu line-up os não menos importantes músicos: violinista Jerry Goodman, Jan Hammer nos teclados, Rick Laird nos baixos (e que baixo!), e o singelo Billy Cobham na batera! Pataquepareu!! Nesta formação foram gravados 3 grandes álbuns entre os anos de 71 e 73 posteriomente mudando completamente a formação para a segunda versão do grupo com ninguém menos que Jean-Luc Ponty no violino e outros músicos que citarei quando postar álbuns com esta formação.
Com o interesse ambíguo de Mclaughlin tanto na guitarra quanto no violão, fez com que a banda terminasse em 1975. Entretanto quando se fala em Mahavishnu, o line-up original é sempre lembrado como precursor de um som que influenciou a gerração de 70. Este é o álbum que fez com que John se tornasse, na época, um "semi-Deus", com guitarra furiosa, altamente energético no palco e corajoso por ter junto com ele, um elenco que poderia facilmente fazê-lo ficar de lado. Foi este álbum e este line-up que fez, inadvertidamente, que este estilo musical tivesse a conotação da palavra "fusion", criando assim um estilo até então desconhecido e nunca antes tocado desta forma tão complexa e com a junção ou fusão de rock e jazz de forma tão competente. Depois deste, um "exército" de imitadores apareceu no cenário musical e ifelizmente muitos deles de forma desnecessariamente excessiva e comercial, o que fez com que desvalorizasse o movimento fusion da época. Apesar da influência do jazz neste estilo, é o rock (ah sempre ele!) que predomina nas linhas de guitarra baixo e batera com um canal direto da fase pós-Hendrix com suas inovações eletrônicas. As improvisações, particularmente de McLaughling com sua "metralhadora" na guitarra e as viagens de Jerry Goodman no violino elétrico se devem mais aos malucos do progressivo do que aos do jazz! Até hoje este álbum parece ser recente com John e Jerry duelando os teclados, baixo e a virtuosa batera de Cobham que este último desenvolveu técnicas de jazz-fusion que até hoje é vista como extremamente atual e impõe influência a qualquer baterista que queira tocar rock, jazz ou a fusão de ambos.
Em passagens de algumas músicas com iníssonos de média e alta velocidade de todos os instrumentos é nítida a impressão de que eles prendem a respiração e mandam ver no som! Outras faixas são mais reflexivas e espirituais como em "A Lotus on Irish Dream" ou um tom irônico como em "You Know You Know".
Este álbum talvez seja responsável por mais amplificadores/cubos de guitarra estourados do que Smoke on the Water e Dazed and Confused na época.
É de pirar a cabeçola! Pra quem gosta de som preciso, harmonioso, mas com uma puta pegada de rock e com guitarra com peso, este é um prato cheio, além de fazer parte da história da música contemporânea.
LLRR
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The Mahavishnu Orchestra with John McLaughlin
Beck Bogert & Appice
Desde que o Carneirauro me apresentou BBA, fico cada vez mais impressionado com a versatilidade deste power trio fudidíssimo. As linhas de batera e baixo são perfeitas e a guitarra de Beck torna este trio comparável a Hendrix e Rush pela qualidade musical, dinâmica e rigor na execução!!
São dois álbuns lançados em 74, o primeiro ao vivo (At Last Rainbow), considerado um bootleg oficial gravado na Europa. O Working Version, último álbum da banda era pra ser o segundo álbum de estúdio mas infelizmente ela se desfez antes que o projeto acabasse, portanto se tornou também um bootleg oficial de excelente qualidade sonora.
Carneiro, não sei se você tem estes, mas se não tiver, estes são pra você!!
Volume no máximo, totó no grave pra sentir o punch do baixo e bumbo e aquela gelada pra refrescar!
Long Live Rock n' Roll galera!
At Last Rainbow - 1974
Working Version - 1974
A Bolha - É Proibido Fumar - 1977
Segundo álbum desta banda brazuca. O primeiro, já postado aqui, é de 73 e 4 anos depois lançaram aquele que seria o último. O único integrante que fez parte de todas as formações foi o guitarra Renato Fronzi Ladeira. Chamo atenção para as faixas è Proibido Fumar e Consideração que são dos tremendões Erasmo e Roberto Carlos, artistas os quais alguns integrantes do A Bolha acompanharam depois que a banda fois desfeita. Altamente recomendado pela excelente qualidade harmônica e sonora. Sou fã da boa musica brasileira então sou suspeito. Baixem e constatem! Para mais informações, vide resenha do primeiro álbum postado. Brigadú!!
Bom som galera.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
THE ALLMAN BROTHERS BAND- Live At Fillmore East - 1971
Live at Fillmore East é considerado um dos melhores álbuns ao vivo da História do Rock (junto com o Made in Japan do Purple na minha humilde opinião)...o Allman Brothers foi uma banda que conseguiu unir com perfeição vários estilos como o Blues, Country, Rock, Jazz...Além disso a capacidade de improvisação da banda era fabulosa, as músicas "sobem e descem" variando muito na dinâmica e ritmos, com uma sintonia quase sobrenatural entre os músicos, improvisos longos são uma marca da banda...Todas as faixas valem ouro, destaco a versão de Stormy Monday de T-Bone Walker que é de uma sensibilidade raríssima e Whipping Post que mereceu até uma versão feita pelo "mestre dos magos" Frank Zappa. A perda de Duane Allman é imensurável, ele tá no meu Hall dos Ídolos particular, foi um guitarrista dos mais fantásticos e junto com Dickey Betts fez duetos inesquecíveis, alguns com Slide Guitar que dominava como ninguém...Uma curiosidade é que a banda tem 02 bateristas, e fizeram um belo trabalho na parte rítmica da banda.
Formação: Gregg Allman (Voz e Teclados), Duane Allman (Voz e Guitarra), Dickey Betts (Voz e Guitarra), Berry Oakley (Voz e Baixo), Butch Trucks (Bateria), Jai Johanson (Bateria).
Até a Próxima...LLRR
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Chickenfoot - Chickenfoot - 2009
Começaremos pelo line-up: Sammy Hagar (eterno ex-Van Halen) no vocal, Michael Antony no baixo (Van Halen), Joe Satriani no atabaque (brincadeira!) e Chad Smith (RHCP) na batera! Ufa!! O Michael Antony eu acho totalmente dispensável sozinho (seu álbum solo é uma merda!), mas com Hagar ele fica "furioso", portanto a cozinha fica com o "Guitar God" Satriani e Chad Smith muito mais do que Antony e Smith, o que rege a regra.
Das 11 músicas, 10 são creditadas a Hagar e Satriani. Com esta formação e com o passado de cada integrante, não dá pra imaginar a sonzêra que pode sair! O resultado é um álbum de rock excepcionalmente coêso, gruvado e obviamente, com riffs e solos de guitarra inconfundíveis! A junção Hagar/Satriani fez deste, um álbum estremamente relevante no cenário rock atual.
Apesar de Satriani estar muito mais acostumado a fazer seus solos e riffs em musicas intrumentais, nesta banda, ele prova e faz por merecer o título de Deus da Guitarra. Ele mistura habilidade, dinãmica e sonoridade que há muito tempo eu não ouvia numa banda de rock, nem mesmo no Purple com Morse.
Só ouvindo pra saber! Volume máximo, da um totó no grave e play!
Have Fun!!
LLRR
Casa das Máquinas - Casa de Rock - 1975
Banda brasileira de rock COM progressivo, apesar de a maioria rotular esta banda como somente progressiva com uma pegada a la Mutantes e vocais matadores. Este é o terceiro álbum de uma sequência de muita coisa diferênte nos três! Este é o meu favorito! Chamo atenção pra faixa título que é rock n' roll na veia e a progressiva "Doutor Medo"! O line-up é: Netinho na batera e Moog Drums (percursão eletrônica), Simbas no 1o vocal, Pisca na 3a voz, guitarra, violão, baixo e Elka Strings (sintetizador italiano que imita sons de intrumentos de cordas), Marinho Testoni nos teclados e Marinho Thomas na outra batera (sim 2 bateras!), percursão e 2a voz.
Valorizem galera. Este álbum é difícil de achar e talvez tenha somente na Galeria do Rock em SP, onde comprei o meu, e olhe lá!
Espero que ouçam com atenção!
Chris Squire - Fish Out Of Water - 1975
Pelo jeito o Carneirauro tem tratado todos vocês muito bem em minha ausência temporária! Êta dupla dinâmica da peste, né Pelego?!!
King Crimson, Gentle Giant, Pink Floyd, Genesis, Alan Parsons, Armageddon, Edgar Winter, Focus, Iron Butterfly, Renaissance, Mutantes, ELP e muitas outras bandas que estão entre psicodélico e progressivo são realmente de primeira, mas a fase do final de 60 até final de 70 do Yes é, em minha opinião, imbatível! Steve Howe, Jon Anderson, Bill Bruford/Alan White, Rick Wakeman and a cozinha de tudo isso é um cara: Chris Squire, sem desmerecer os dois bateristas que foram feitos pra tocar no Yes.
Este álbum solo é de cair o queixo. É a criação de baixista feito para baixista. Ele é genial e tem uma pegada que Meu Deus!! O melhor de tudo é que apesar de ter Bill Bruford na batera, pois CS não é nada bobo, o som não tem muito haver com Yes.
As faixas são solidas e bem construidas e tendem a começar vagarosamente e ser intensificadas. Isto se aplica particularmente a faixa "Lucky Seven" com orgão e batera gruvada bem dark e mantendo-se desta forma por 7 minutos enquanto baixo, sax, vocais e cordas alternam melodias ornamentais! Em minha humilde opinião, a pérola deste álbum é a última faixa "Safe" que quando acaba seus 15 minutos, dá-se a impressão de ter passado 5 minutos! É perfeita em todos os aspectos!
As letras são bem razoáveis mas nem se compara ao Yes dos bons tempos. Afinal não se pode exigir que CS cante tão bem quanto toca. Não achamos um Geddy Lee em qualquer esquina, ou milênio!
Pra quem gosta de Yes ou progressivo e também de linhas com presença muito forte do baixo, não pode deixar de ter este álbum!
Line-Up: Chris Squire no vocal, guitarra de 12 e baixo, Andrew Pryce Jackman na orquestração e pianos elétrico e acústico, Bill Bruford na batera, Patrick Moraz no orgão, baixo e sintetizador, Barry Rose no pipe organ, Mel Colling no sax e Jimmy Hastings na flauta. Totalmente eclético!!
Mande ver Carneiro! Depois me conta!
LLRR e Progressivo!!
KING CRIMSON - In The Court Of The Crimson King - 1969
Este é considerado por muitos o primeiro Álbum de Rock Progressivo da história (dos que eu conheço é o mais antigo), numa época em que o Yes e o Pink Floyd ainda eram bandas psicodélicas o King Crimson surgia com um som totalmente inovador e diferente de tudo o que estava acontecendo, ritmos quebrados, acordes dissonantes, letras que eram verdadeiros poemas.
O baixista e vocalista Greg Lake (que mais tarde faria parte do ELP) era parte desse time, que contava com o genial guitarrista Robert Fripp, o tecladista Ian MacDonald, Michael Giles na bateria e tinha até um letrista chamado Peter Sinfield, infelizmente esses caras gravaram apenas esse álbum juntos.
Todas as faixas são sensacionais, bem trabalhadas e cheios de dinâmica, bom pra ouvir com fone de ouvidos. Outro dia ouvi um cover que o Ozzy Osbourne fez de 21st Century Schzoid Man que ficou legal, mas não chega nem perto da original.
Pra quem curte Rock Progressivo esse é um daqueles obrigatórios, no mesmo nível dos bons do Yes, ELP e Genesis...Boa "Viajada" pros interessados. Até a Próxima!!!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
NAZARETH - 1971
Vi o Nazareth em uma situação Surreal, eles tocaram numa Arena lotada na ExpoIngá (Feira Agropecuária em Maringá-Pr) numa noite de quarta feira, e pelo preço (integral) do ingresso de R$ 20,00 (costumo pagar dez vezes mais pelos shows que vou frequentemente), só por isso já seria absurdamente bom demais pra ser verdade, mas o melhor foi que o Show superou em muito minhas expectativas, só pra se ter idéia Razamanaz foi tocada logo entre as primeiras do Set List e a noite toda o Rock reinou...pena que não tem um desses a cada século por aqui hehehe...Eu ouço Nazareth desde a adolescência e sou fã de carteirinha da fase anos 70, inclusive do superhit Love Hurts, me lembro das festas da vassoura em que rolava sempre...Bom, esse post é do primeiro álbum deles e é Hard Rock da melhor qualidade, o vocalista Dan MacCafferty é daqueles que tem uma marca registrada no timbre de sua voz, ele é incrivel (até hoje), e acho que é referência pra caras como Brian Johnson e Axl Rose pelo seu estilo rasgado de cantar, a banda é foda, os Riffs e solos de guitarra são simples e soam despretensiosos, porém são de extremo bom gosto, e a cozinha é segura mas sem firulas, Rock N´Roll pra rolar com cerveja e os amigos...Até!!!
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